terça-feira, outubro 03, 2006

Eterno questionar?


Eu queria ter respostas concretas para os "porquês" que insistem em nos sondar. Nossas vidas parecem um círculo, no qual andamos para voltar pro mesmo lugar. Será que estamos vivendo aquela história real de se conseguir sempre a mesma coisa exatamente porque insistimos em fazer e refazer as mesmas coisas? O que temos que mudar? Nosso pensar? reagir? ou os dois? O mundo gira em torno de si, essa é a realidade, e nós, giramos em torno do quê?
Só sei que nos cansamos dos problemas, do constante plantar e até da própria colheita. Porque não há satisfação conosco? Porque esse constante correr atrás do vento que resulta em colocar a felicidade sempre onde não estamos?
Às vezes queremos revolucionar nossa própria vida, mas com qual objetivo concreto? O que realmente queremos de nós mesmos? Justificativas em querer colocar a culpas de nossas frustrações nos outros são permissões que fazemos ou apenas camuflagem da verdade por pura covardia e omissão? Deixar nas mãos dos outros a nossa felicidade é justo? Cadê o “basta submissão?” Ou será que é apenas um vil esconderijo para não dar os nomes próprios aos erros, mas vive-los sem nomeá-los para parecer mais leve, menos feios e de tão escondidos mais bonitos?
Refletir sobre nossas indagações é tirar o véu da autopiedade á eleita santidade para descobrir a sempre ali normalidade. Viajamos do céu ao inferno em um ciclo que parece ter objetivo e sentido, mas que precisar deixar de ser um ciclo para ser uma estrada reta que nos leve a algum lugar, sei lá, só pra começar...
Áh essa vontade de um eterno começar... Prova do ciclo ou reluta insistência em sair dele? A única verdade absoluta é a eterna inconformidade, ruim e atormentadora ás vezes, outras impulsionadora das transformações...Mas quais transformações? Vitórias ou apenas gritos que após ecoarem somem e não sobra diferença alguma?
Sina, destino ou conseqüências? O que é nossa vida? Quais são seus propósitos e objetivos? Qual sentido dou á minha vida? Tem sido boas minhas escolhas ou paro apenas no constante questionar delas?
Às vezes me pergunto porquê somos assim.. Porquê nos preocupar tanto com tais respostas? Será que esta nossa internalização nos levará a algum lugar além do centro dos nossos questionamentos? Porquê essa constante busca pela novidade enquanto a comodidade nos paralisa?
Vamos revolucionar, mas por onde começar? Aqui dentro? Aí fora? Aqui em volta ou simplesmente nossa forma de olhar? Existem ângulos diferentes ou o ângulo certo está onde insistimos em não olhar? São felizes os decididos? Ou apenas aparentam ser assim como quando o somos?
Tudo sei, ou nada sei.. a resposta irá nos convencer? E aí chegamos talvez ao cerne da questão: Respostas nos convencem ou o legal é ter sempre o que questionar?
Fiz-te um nó ou as sinceras respostas que você se deu te aquietou ou despertou?....
É isso aí!!