quarta-feira, maio 30, 2012

Passou...And go on...

(...)Sem apego. Sem melancolia. Sem saudade. A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções. (Caio)

Praticando o desapego das emoções que cumprem sua missão e vão embora...
Tudo que se prolonga demais perde seu encanto, seu brilho, o perfume se esvae e perde sua essencia... sendo assim deixa passar... passou! And go on...

terça-feira, maio 29, 2012

Sopro de intensidade...



Pensamentos, como cabelos, também acordam despenteados. (…) E às vezes também não há água, mão, nem pente, gel ou xampu capazes de domá-los. Caio Fernando Abreu
Pensamentos, como cabelos, também acordam despenteados. (…) E às vezes também não há água, mão, nem pente, gel ou xampu capazes de domá-los. Caio Fernando Abreu


Eu quero sangue de barata...
quero gritar até ficar rouca...
quero escrever até sangrar, até virar uma verborragia sem fim, sem ponto, nem vírgula e sem pausa pra respirar pra ver se consigo, em fim, exorcisar o suspiro que insiste em me assaltar desprevenida...
O silêncio dói, porque ele sinaliza indiferença e a indiferença sim, dói bastante...
Quero o fim da dor, o botão de "off" para sessar os sentimentos que insistem em permanecer mesmo quando a razão diz pra irem embora...
Como uma criança mimada quero minha realização aqui e agora! E que num piscar de olhos tudo se realize e não somente depois de tanto querer, perder a graça.
Teria graça se fosse fácil sim, instantâneo como o são as demais coisas...

Estranho ter tanto amor pra dar, tanto sentimento pra dedicar, tantos dedos para deslizar em pele, sorrisos e olhares, tanta música pra cantar, tanta inspiração pra dedicar, tanto sentimento pra doar de graça, tanta despretenção, tanta luz, tanto carinho, tanto ser, tanta essencia, tanta paz, tanta e tanto... pra nada? ninguém? que se habilite, se proponha, se doe, se permita, se aliste, prontifique, entregue, mereça, sinta?
É tanto pra tão pouco que de tão profundo se afoga no raso.
Se desperdiça na fluidez das futilidades líquidas.

Ah, a bendita e maldita intensidade!! que insiste em se instalar, nos arrebatar, viciar e depois ir embora assim , do nada, como chegou, sem pedir licença.. e deixa no vácuo um vazio que só é preenchido involuntariamente com a dor da abstinência dos sentidos despetos e da saudade que insiste em doer..
Dor que nos leva a reiniciar as reivindicações iniciais: "quero sangue de barata... gritar..."
Mas se me perguntassem: "Prefere sentir tudo isso dinovo a ter uma vida insonsa e sem dor nem sabor eu responderia prontamente: Deixa sangrar, pois tudo que sangra tem vida e coração que pulsa pra bombear o até então bombardeado coração".

Em tempo: Tô com medo de mim... sinceramente, de onde vem tudo isso? sempre existiu adormecido? a quem devo atribuir os créditos da inspiração? Devo declarar saudades de mim, aquele eu compassivo, calmo e manso? Ou devo declarar que meu avesso pisca pra mim, flerta, me encanta e seduz?
Só sei que sinto..sinto..sinto.. e escrevo! E o que vem de mim só sai pelas lágrimas ou pelas palavras.. que assim seja.

...a chuva que, aos poucos, começa a passar....

Frágil — você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal, de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos, começa a passar. — Caio Fernando Abreu
Frágil — você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal, de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse. Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos, começa a passar.

domingo, maio 27, 2012

Abri os olhos


Se a Sandy não tivesse feito esta música, cedo ou tarde eu fatalmente faria..talvés com outras palavras ou arranjos, mas definitivamente compartilhamos da mesma visão.. aquela que se tem somente quando se abre os olhos...

sexta-feira, maio 25, 2012

Propensa

Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade (…) — Caio Fernando Abreu
"Estou propensa ao amor. Não que isso seja garantia de alguma coisa; Não que isso seja um letreiro na testa, um convite pra festa... simplesmente assim me encontro. Me assumo leve. Ando todo passo firme, embora suave. Trago doçura nos olhos, uma quietude no sorriso, um perfume de calma que é tão raro... tão raro. Derramo o que sinto em tudo o que toco, verdadeiramente. Sou entrega. Sinto quase que o tempo inteiro - e gosto de o fazer. Estar propenso ao amor é um estado de espírito e corpo: é possível notar. Tem o riso mais solto, mais tranqüilo. Os olhos mais brilhantes. Tem as mãos passeando seguras. O corpo desperto. É uma coisa bonita, isso, uma maturidade de sentimento, uma certeza de tudo – nunca sei explicar! Só sei que cabe no meu abraço agora todo o carinho do mundo, e o distribuo sem egoísmo: dou a quem precisa de ombro, a quem precisa de ouvido; dou a tem fome na alma, como tenho sempre eu. Dou porque tenho de sobra e este é o meu estado mais pleno, mais vivo. Não é preciso um par romântico para me sentir completa. Não é necessária a promessa de dois. É um amor maior, este que me toma... Um estado voluntariamente feliz e confiante para com todas as coisas. Que me faz, como agora, dançar sozinha na sala brindando uma taça de vinho com o espelho. Quando essa sensação me acontece... eu já sei: vem aí um mar. E estou a postos para um mergulho profundo."

quinta-feira, maio 24, 2012

Aos amigos que escolho pela pupila!

Já havia lido em algum lugar.. a um bom tempo atrás.. mas hoje li novamente em um testemunhal de uma amiga e me lembrei o quanto diz tudo!!
Adorei.. e lá vai.. Especialmente para meus amigos e leitores do "essence":

"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Tenho amigos para saber quem eu sou. "

segunda-feira, maio 21, 2012

Pausa pra doer...


"Quem não tiver uma Amy Winehouse dentro de si que se apresente. Vai se apresentar para uma platéia vazia, obviamente, pois nessas ninguém está interessado. Mulheres que não admitem a sua dor – aquelas que são perfeitamente esquecíveis – não merecem nenhuma poesia, ou rascunho, ou rápida melodia, pois se recusam a abrir mão do conforto de uma farsa em nome de uma verdadeira vocação: a de sofrer belamente."
"Quantas vezes você fez seu melhor e segurou o choro com todas as suas forças, mas quando você pisou na sua casa, correu pro banheiro e desmoronou? Quantas?"

"Dói. Se me perguntarem o que acontece, só saberei responder isso: dói. Se me perguntarem onde é a dor, ainda assim só responderei: dói. Tudo tem a ver com aquele grito reprimido, aquele sonho escondido, aquele choro nem sempre contido: dói. Aquela vontade de cortar a garganta para não poder gritar. Aquela vontade de arrancar os olhos só pra não poder ver. Aquela vontade de esmagar o coração só para não poder sentir. Mesmo com todas essas coisas incapacitadas ainda assim doeria. Porque não está na garganta, nos olhos, no coração. Está em toda parte." #CaioFernando

"O pior é quando você tem que virar pra si mesmo e dizer: ”Puta que pariu, não chora!”

"A pessoa não gostar de você ou a pessoa gostar de você mas não querer gostar de você ou a pessoa gostar de você mas não saber gostar de você... é tudo a mesma coisa. Então não filosofa, não tenta entender, não aprofunda. Só cai fora e pronto. Filosofia profunda de uma pessoa cansada." -Tati B. -

"Tenho orgulho do meu coração. Ele foi enganado, pisoteado, maltratado, amassado e continua funcionando."

Continua doendo? Sinal que o pulso, ainda pulsa!


Pensamentos soltos...

"A Clarice Lispector é meu lado fofo. A Tati Bernardi é a minha revolta.
E o Caio Fernando Abreu? Ah, o Caio simplesmente me conhece e sai contando de mim por aí."

Mas posso falar? Tá doendo pracaralho!

"Ele: Não dói usar salto?
Ela: Dói, mas garotas aprendem a suportar a dor sem cair. Mesmo quando o assunto não é sapato."


" Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas agüenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar. Dor é assim mesmo, arde, depois passa. Que bom. Aliás, a vida é assim: arde, depois passa. Que pena. A gente acha que não vai agüentar, mas agüenta"… - Caio F. -