segunda-feira, novembro 30, 2009

Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças



Faz um tempão que comentam pra mim, recomendam e falam que eu iria adorar assistir o filme "Brilho eterno de uma mente sem lembrança", contudo não sei explicar os motivos mas nunca deu certo, algumas vezes procurei e não achei na locadora, em outras não lembrava o nome do filme e assim foi.. e costumo dizer que certos filmes tem hora certa para serem vistos, tem que estar no clima pra entender, estar com vontade daquele determinado estilo, naquele dia, naquela hora... meio que por sexto sentido eu seleciono esses tipos de filmes mais densos para vê-los e sempre deu super certo. Como mais uma prova desta minha "teoria pessoal inexplicável", assisti esse final de semana este filme e não poderia ter sido em hora melhor... se eu tivesse visto em outra época talvez não tivesse entendido, ou teria surtido efeito diferente do que senti.
O filme aborda a ficção da possibilidade de se usar um procedimento para apagar determinadas lembranças e neste caso, os personagens escolheram apagar todas as lembranças que tinham do relacionamento amoroso que haviam terminado.. e na trama conseguimos notar sutil ou claramente que todos nós já passamos pela mesma situação, a de se possível apagar toda lembrança e por conseqüência, apagar de vez a existência de determinada pessoa da nossa lembrança e da nossa vida.
A memória é uma caixinha de surpresa.Pesquisadores, estudiosos, psicólogos, psiquiatras, neurociêntistas e tantos outros profissionais já tentaram de diversas maneiras explicar e manipular a memória, mas até hoje, em pleno século XXI no auge da tecnologia e descoberta da célula tronco, ainda não conseguimos dominar nossas lembranças e as dores que delas advêm ou a felicidade que nela existe, pois como diz um ditado popular " recordar é viver!" e isso de fato acontece pois quando nos lembramos de algo, nosso cérebro não consegue distinguir ao certo se é realidade ou se é só lembrança e por isso acabamos sentindo as mesmas sensações que sentimos no momento vivido, pois o cérebro achando que é real libera as substâncias químicas como se fosse real, seja uma serotonina ou dopamina da alegria ou um ácido que dá aquela dor no estômago...
O fato é que o filme me fez parar pra refletir que se fosse possível apagar as lembranças, será que eu o faria? Talvez por hora seria ótimo pois aplacaria minha dor, mas por outro lado perderia um tesouro preciosíssimo que é "viver" e ter experiências desta vida, pois se não fosse pelas nossas lembranças não existiríamos e não seríamos quem somos, já que somos a soma das nossas experiências e as conseqüências disto, as escolhas que tomamos baseadas nelas, ou seja, lembrar é preciso... e mesmo quando tais lembranças nos remetem á uma dor, um sofrimento ou a uma pessoa que ainda amamos e queríamos ter o poder de apertar um botãozinho pra esquecer, mesmo assim, é melhor não fazer.. é melhor viver e aprender a lidar com tudo isso...
Não vou contar o final do filme para não estragar para quem ainda não viu e recomendo que assista.. Mas minha opinião pessoal dividem-se em duas hipóteses, ambas agradáveis: a 1º é que apagaria sim, pois além de não sofrer mais com a saudade, as palavras ruins trocadas no calor da raiva e os momentos ruins, apagaria também pois haveria a chance de recomeçar tudo novamente, contudo se isso acontecesse não haveria aprendizado, não haveria evolução, não haveria referência de coisas ruins para que tais coisas não fossem repetidas, ou seja, levando em consideração que continuariam sendo as mesmas pessoas, com os mesmos traços de personalidade etc a probabilidade de repetir-se os mesmos erros seria grande o que ocasionariam nos mesmos atos que levariam a tais consequências e por fim o rompimento e dor pelo final do relacionamento... Mas por outro lado, a 2º hipótese e tese é que não apagaria minhas lembranças não, nem apagaria uma pessoa delas pois mesmo que as lembranças ainda façam sofrer, também fazem viver ao lembrar as coisas boas que vivemos, as vezes que rimos átoa, os filmes, viagens e amigos que fizemos juntos... as experiências de vida trocadas, os momentos de aprendizagem, as lágrimas confidentes.. em fim... e com isso, haveria a possibilidade de evolução, crescimento pessoal, amadurecimento e por consequência, quem sabe um dia, baseado na esperança( que costuma ser a última a morrer) há um reencontro e desta vez, conscientes conseguem fazer tudo diferente e aí sim haverá um final feliz!
Em fim, quem poderá prever ou quem poderá voltar no tempo para fazer tudo diferente? ninguém! pois se pudessemos ver o fim desde o começo, tudo seria diferente e nossas ações seriam pautadas pelos acontecimentos e não pela expontaneidade e liberdade! E como seres humanos, nossa essencia é a liberdade e não a coisa chata da previsibilidade e por ser assim, conscientes ou insconcientes no final buscamos mesmo é o frio na barriga da novidade ou o desafio da luta pelo que se quer com todas as forças reconquistar e tal essencia dá o tom que nos move e nos move pra frente e não pra trás.. pro futuro e tudo que ele nos reserva e não para as memórias que devem ser respeitadas mas não levadas e tratadas como sendo o que nos guia.
E como diz certa música "Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!" e viver é isso!

segunda-feira, novembro 23, 2009

Coração


Onde nascem as fontes da vida
E os loucos duvidam de Deus
Onde negros se tornam os dias
E os homens se acham mais seus
Quem despeja na boca as palavras,
Transformando-se em pedra o cristal
Quem desenha na face a beleza,
Mas se torna o carrasco no golpe final
Coração, entre o bem e o mal,
Que distância haverá?
Coração, um amigo, um bandido talvez,
Quem te conhecerá?
Onde o ódio encontra raízes
E o amor se mistura à paixão
Onde a vida nos traz cicatrizes
E o desprezo se faz solidão
Quem despeja nas veias a vida
E na morte é silêncio fatal
Quem conhece a verdade da história,
A cruel testemunha no lance final
Coração, entre o bem e o mal,
Que distância haverá?
Coração, um amigo, um bandido talvez,
Quem te conhecerá?

quarta-feira, novembro 18, 2009

Obliquamente



"Desejamos secretamente, escolhemos obliquamente, e o amor conduz a um eu dilacerado e misterioso" (Codina)

quinta-feira, novembro 05, 2009

Step by step



Decisão, ação... um passo após o outro...
Um passo pode fazer toda a diferença!
Mas o importante é saber que tal passo deve ser impulsionado pra frente, adiante, avante... seguir em frente!
Com um passo de cada vez se chega ao longe...