terça-feira, abril 27, 2010

Psicologia do Sapato

Escrever um blog de moda sem dúvida tem mexido com minhas estruturas pois nunca fui apegada demais a este assunto mas ao mesmo tempo sempre fui completamente apaixonada pelo tema e minha maior paixão sempre foi sem dúvida os sapatos! Nossa, eu sou completamente, totalmente e absolutamente louca por sapatos, amo, adorooooo!! de todos os tipos e cores e este ítem sem dúvida sempre foi meu "calcanhar de Aquiles" pois se tiver que cometer alguma loucura "financeira" sem dúvida será por não ter resistido a um lindo sapato. E com a mesma paixão, já vi e ouvi muitas mulheres e amigas afirmarem o mesmo com a mesma veemência, ou seja, não sou excessão nesse universo feminino de mulheres insandecidas por sapatos! rs
Baseada nisso fui buscar saber mais profundamente sobre o assunto e percebi que o sapato é muito mais que um ítem de vestuário, mas é uma extensão da psicologia da mulher!
Na psicanálise de Freud há um conceito chamado "princípio do prazer" onde nossa mente prefere sentir prazer ao desprazer, numa relação diretamente proporcional. Mas este prazer pode ser inibido como resultado da ação da realidade. Assim a mente cria uma forma de prazer possível que é constante , assim como o princípio do prazer. O princípio do prazer nos leva ao conceito de fixação, ou seja, repetição de algo prazeroso que leve à repetição para prolongar este prazer.
Não é possível afirmar que o motivo que leva as mulheres à compulsão por sapatos seja um só, mas a causa é sempre a mesma: fixação, a qual leva ao mesmo princípio do consumismo que nada mais é do que uma válvula de escape prazeroso equivalente a um oásis, uma fuga dos problemas reais.
Nos filmes e fábulas há vários exemplos desta situação como por exemplo a Cinderela onde o pé de sapatinho de cristal ajuda a encontrar o amor e a se libertar da família ruim, ou seja, o sapato simboliza neste caso uma fuga da realidade ruim e a realização dos sonhos. Já no filme "O mágico de Oz" a personagem principal Doroty sai em uma viagem mágica em busca de fortalecer sua confiança e os sapatos cor de rubi a ajuda nesta jornada que só teve seu sentido percebido pela garotinha no fim do filme quando ela retorna ao lar ao bater os sapatinhos 3 vezes e dizer as palavras mágicas " não há lugar como nossa casa!"significando assim um meio de transporte para seu porto seguro que é sua casa. Ou seja, sem dúvida o sapato tem um papel simbólico na vida da mulher e pra não parecer tendênciosa, eu diria que os carros exercem o mesmo efeito sobre os homens.
O que podemos concluir é que a vida real nem sempre é uma maravilha mas todos precisamos sim de algo que nos traga prazer e este é ítem fundamental para nossa sobrevivência e sanidade mental! E no caso das mulheres que amam sapatos é uma forma de prazer que as insere no mundo da moda, da atualidade de uma forma prazerosa e que não a exclui, já que os sapatos são um dos únicos ítens que não exige um biotipo ideal para tê-lo, tanto as gordinhas quanto as magrelas podem usar o mesmo sapato sem discriminação alguma e por não haver restrições é que o sapato acaba sendo titulado como um ítem de paixão universal feminina pois traz esta liberdade de escolha do seu próprio estilo sem fazê-la se sentir mal por caber ou não dentro dele, ou por usá-lo da cor e jeito que quiser com liberdade de escolha e continuar tranquilamente satisfeita com isso.
Sendo assim, não há mal nenhum em se gostar de sapatos e fazer deste nosso objeto de fixação e prazer, afinal, ser feliz é escolha e dentre todas as opções de felicidade, um que seja cor de rubi, de cristal ou da schutz* não é nada mal pra começar a caminhada rumo à satisfação pessoal! :)
obs: * schutz é uma marca de calçados famosa por sua coleção e estilo únicos.



quinta-feira, abril 22, 2010

Rosa Atual

Como havia comentado no último post, criei meu blog de moda!! :)



segue link: http://rosa-atual.blogspot.com/

E o primeiro post:
"Que maravilhaa!!
Primeira postagem do meu blog de diversão, "futilidades", atualização, moda, e tudo que o universo fashion tem de bom pra nos eferecer!! :)
Pra mim é uma alegria e uma diversão criar este blog, pois nele irei compartilhar com vocês tudo que tenho lido, achado e buscado. Não sou especialista mas adoro "fuçar" e por isso este blog será um link para outros que falem com propriedade sobre o assunto, com dicas de moda, roupas, tendências, cabelo, unha, estilo, look's e tudo mais que todas nós meninas adoramos! :)
Se você assim como eu não é especialista em moda mas adora saber tudo que acontece; Se não lê Capricho faz tempo mas também ainda não lê Claudia; Se não é "afetada" pela moda mas gosta de estar bem e atualizada com seu próprio estilo, Se já viu rosa choque, rosa pink, rosa antigo e continua se atualizando para saber qual é o tom de rosa da vez esse é seu espaço de atualização e diversão, entre e fique à vontade!
Espero que gostem e como este espaço é NOSSO, fiquem à vontade para nos comentários fazer sugestões dos assuntos que vc's querem saber, dar palpites, indicar links legais.. em fim... o objetivo é além da diversão trazer principalmente informação, afinal como diria nossa antiga amiga "Marie Claire" : Chique é ser Inteligente! "

Espero a visita de vocês por lá também!

segunda-feira, abril 19, 2010

Full Utilidades



Como já afirmei por aqui várias vezes, eu ADORO blog.. adoro escrever, compartilhar pensamentos, inspirações e reflexões ... e por ser assim, me utilizo deste blog para falar dos assuntos que mais gosto, principalmente relacionados à Psicologia e suas nuances, baseado nisto, me dei conta que muitas vezes me empolgo e pego pesado, falo de assunto mais densos, complexos que exigem uma reflexão maior, ás vezes almejando até criar "crises existenciais" em quem lê e acho isso até legal, mas carregar o mundo pesado nas costas ás vezes cansa neh!
Bom mesmo é ter leveza (um dos post's que mais gosto) com misto de Intensidade( que também adoro, rs)e sendo assim ando com um projeto martelando na cabeça já faz um tempo e acho que em breve vai rolar.. só não o fiz ainda por falta de tempo (muita leitura na faculdade, jornadas de trabalho exaustivas, etc) mas quero criar um blog de futilidades! Sim, isso mesmo, coisinhas que todo mundo julga fútil mas que no fundo pode ser muito últil.
E como aqui é um espaço para reflexão, eu não poderia deixar de refletir sobre este tema, o qual acho muito importante, pois apesar de muitas vezes nos valermos das futilidades para utilidades e até distrações, é importante também refletir sobre tudo isso e unir o útil ao agradável fazendo desta prática algo legal e instrutivo.
Muitas vezes, pricipalmente no mundo "cult" costumamos rotular as coisas como "úteis" e outras como "fúteis" e para esta segunda categoria deixamos tudo que não agrega, tudo que esteja relacionado ao superficial, que não exija muita reflexão ou introspecção, mas a verdade é que mesmo na superfície as coisas podem sim ser úteis e ter valor agregado sem necessariamente ser dispensável ou inútil e com esta rotulação preconceituosa deixamos de aproveitar muita coisa boa.
Que possamos estar mais abertos à novidades, sendo estas úteis ou de aparência fútil, pois ser inteligente e "cult" é antes de mais nada ser "antenado" em todas as decobertas e novidades do mundo e neste universo, muita coisa boa há pra se aproveitar! ;)
E sobre o mundo das "full utilidades" em breve trarei novidades...
:)

sexta-feira, abril 16, 2010

DISCRIMINAÇÃO E PRECONCEITO

Fiz um trabalho essa semana pra faculdade, mas achei o tema abordado legal e resolvi compartilhar trechos dele com vc's (tudo não dá, tem 4 páginas, rs).



DISCRIMINAÇÃO SOCIAL
Deve-se destacar que os termos discriminação e preconceito não se confundem, apesar de que a discriminação tenha muitas vezes sua origem no simples preconceito.
Ivair Augusto Alves dos Santos afirma que o preconceito não pode ser tomado como sinónimo de discriminação, pois esta é fruto daquele, ou seja, a discriminação pode ser provocada e motivada por preconceito.
O tema “discriminação e preconceito” não é atual mas vem desde os mais remotos relatos da história da humanidade. Podemos citar por exemplo, o profeta Moisés que no êxodo do povo judeu das terras do Egito criou os 10 mandamentos citando em um deles o amor ao próximo e também o filósofo Rousseau do Sec. XVIII que pregava e buscava a igualdade, ou seja, provas e indícios de que já existia a desigualdade social e a necessidade de se combatê-la.
Em pesquisas atuais, os psicólogos tem observado que pessoas com atitudes preconceituosas vivem em ambiente social carregado de conflitos e medos ou já passaram por alguma experiência ruim que desperte a memória toda vez que visualiza certo grupo que remeta a tais experiências ruins, ou seja, o preconceito é muitas vezes inconsciente e a associação entre grupo de pessoas e características negativas é estabelecida numa esfera sobre a qual não temos controle.
O fato é que todos sofremos discriminação e ao mesmo tempo todos nós também já discriminamos algo ou alguém de forma consciente ou inconsciente e possuir esta consciência de que isso pode ser mais comum do que imaginamos já é um grande passo para extinguir tal comportamento já que torná-lo consciente e admitir tal erro ou injustiça é o primeiro passo para evitar que o mesmo cresça ou se repita de forma desordenada.
Possuir um comportamento guiado apenas pelo inconsciente ou por instintos primitivos levam os seres humanos de volta à época das cavernas onde se agia sem o guia do consciente, ou como diríamos na psicanálise, sem o guia do superego, ou seja, não devemos regredir a um estágio de consciência que conquistamos enquanto ser racional evoluído agindo de forma discriminatória e continuar a agir assim seria utilizar-se da desculpa de que para algumas situações vale ser irracional e já em outras não, jogando por terra assim tudo que conquistamos não só enquanto evolução do homem mas em evolução da sociedade.
Mas qual a solução para a discriminação? Cabe ao indivíduo somente conscientizar-se da existência da discriminação ou é um problema social e global?
Acredito que é um problema social sim, que deve ter a participação de todos para ao menos minimizar as conseqüências disto, contudo tem que iniciar-se uma conscientização do indivíduo e cabe a este exercitar sua autocrítica com tenacidade e lutar por juízos objetivos. É importante como se comporta nosso ambiente social, pois apenas quando os meios de comunicação e a experiência cotidiana nos esfregam na cara que nossas idéias preconcebidas não se aplicam, e nós mesmos enfim o percebemos, tornamo-nos capazes de modificá-las. Ou seja, a união de todos os meios tanto de comunicação e mídia quanto na educação em escolas é que poderá trazer uma conscientização da importância de se extinguir este comportamento eu diria “primitivo” já que este é irracional no momento em que se discrimina um outro ser semelhante a nós mesmos por motivos banais (cor, raça, religião, sexo etc) e fazer desta motivação discriminatória um novo comportamento racional ao se evitar deixar-se levar por instintos irracionais.
Podemos concluir assim que há solução sim para a discriminação mas esta não é tão simples como parece, é necessário uma conscientização social e individual e um trabalho não só de cunho externo mas principalmente interno, mudando assim o conceito, a raiz do problema vendo beleza nas diferenças objetivando assim uma evolução psicológica social.

P.S: Trabalho acadêmico apresentado para a disciplina de Psicologia Social.
P.S 2: A imagem aprsentada acima é A famosa representação das nacionalidades que inclui o versículo bíblico de São Lucas " Fazei aos outros o que quereis que vos façam" De Normam Rockwell

terça-feira, abril 06, 2010

Boazinha?



Sempre fui considerada uma boa menina e até certo ponto sempre gostei deste título, contudo me irrita e me incomoda profundamente ser titulada como "boazinha" porque isso remete á "bobinha", "tontinha", fácil de contornar, enganar...
Ser boa filha, boa aluna, boa profissional, boa amiga, boa namorada, boa irmã, boa... ainda vai, mas "boazinha"? Diminutivos me incomodam e tá aí um adjetivo que não diz muita coisa,ou se é boa ou não é.
Se formos procurar nas livrarias existem vários títulos de livros que abordam este tema, como por exemplo "Meninas boazinhas vão pro céu, as más vão á luta", ou seja, não basta ser classificada como boazinha e tudo estará garantido, ou quer dizer que as boazinhas não vão á luta? e Pior, pra ir à luta tem que ser má?
Logo me vem a indagação: O que seria uma menina má? Aquela que impõe respeito, diz o que pensa, age por impulso, se diverte, dá risada e cai nas graças da própria vontade sem se incomodar com a opnião alheia? E vão á luta com a cara e a coragem dignas de uma guerreira.. isso as tornam más? ou como diria Cássia Eller "Rezando baixo pelos cantos, por ser uma menina má!"
Rótulos são pra geléia e títulos para livros, não para pessoas! Prefiro acreditar que dentro de cada um de nós existe o bem e o mal, a noção do certo e do errado, a medida da sanidade e da loucura e achar o equilíbrio certo é tão complicado que quem tiver a receita por gentileza poste-a nos comentários!
Ser "boazinha" ou uma "menina má" podem até definir certos esteriótipos criados pela sociedade para caracterizar certas atitudes mas jamais para dividir as mulheres entre boas ou ruins e pior, ser caracterizada como isso ou aquilo não deveria e não deve nortear nossa personalidade e atitudes baseadas nisso!
Ao pesquisar este tema, achei um texto da Martha Medeiros (sempre ela) que diz tudo, segue para reflexão e diversão :)
"Qual é o elogio que uma mulher adora receber? Bom, se você está
com tempo, pode-se listar aqui uns 700: mulher adora que verbalizem
seus atributos, sejam eles físicos ou morais.
Diga que ela é uma mulher inteligente e ela irá com a sua cara.
Diga que ela tem um ótimo caráter,além do corpo que é uma provocação, e ela decorará o seu número.
Fale do seu olhar, da sua pele, do seu sorriso, da sua presença de espírito,da sua aura de mistério, de como ela tem classe: ela achará você muito observador e lhe dará uma cópia da chave de casa.
Mas não pense que o jogo está ganho: manter-se no cargo vai depender de sua perspicácia para encontrar novas qualidades nessa mulher poderosa, absoluta.
Diga que ela cozinha melhor que a sua mãe, que ela tem uma voz que faz você pensar obscenidades, que ela é um avião no mundo dos negócios.
Fale sobre sua competência, seu senso de oportunidade, seu bom gosto musical. Agora, quer ver o mundo cair? Diga que ela é muito boazinha.
Descreva aí uma mulher boazinha. Voz fina, roupas pastéis, calçados rentes ao chão. Aceita encomendas de doces, contribui para a igreja, cuida dos sobrinhos nos finais de semana. Disponível, serena, previsível, nunca foi vista negando um favor. Nunca teve um chilique. Nunca colocou os pés num show de rock. É queridinha. Pequeninha. Educadinha. Enfim, uma mulher boazinha.
Fomos boazinhas por séculos. Engolíamos tudo e fingíamos não ver nada, ceguinhas. Vivíamos no nosso mundinho, rodeadas de panelinhas e nenezinhos. A vida feminina era esse frege: bordados, paredes brancas, crucifixo em cima da cama, tudo certinho. Passamos um tempão assim, comportadinhas, enquanto íamos alimentando um desejo incontrolável de virar a mesa. Quietinhas, mas inquietas.
Até que chegou o dia em que deixamos de ser as coitadinhas.
Ninguém mais fala em namoradinhas do Brasil: somos atrizes, estrelas, profissionais. Adolescentes não são mais brotinhos: são garotas da geração teen. Ser chamada de patricinha é ofensa moral. Pitchulinha é coisa de retardada. Quem gosta de diminutivos, definha.
Ser boazinha não tem nada a ver com ser generosa. Ser boa é bom, ser boazinha é péssimo. As boazinhas não têm defeitos. Não têm atitude. Conformam-se com a coadjuvância.
Ph neutro. Ser chamada de boazinha, mesmo com a melhor das intenções, é o pior dos desaforos.
Mulheres bacanas, complicadas, batalhadoras, persistentes, ciumentas, apressadas, é isso que somos hoje. Merecemos adjetivos velozes, produtivos, enigmáticos. As inhas não moram mais aqui. Foram pro espaço, sozinhas
."
Boas ou más, que possamos antes de tudo sermos nós mesmas, "caps lock" ativo, com personalidade, genialidade e brilhantismo dignos daquelas que sabem o que são e sabem o que quer!
Quanto à mim, eu quero é ser feliz! :)

quinta-feira, abril 01, 2010

Manuscrito


É com imenso prazer, que apresento a nova música do cd solo da Sandy "Manuscrito". Um CD solo autoral que como fã esperava ansiosamente.

Pés Cansados
"Fiz mais do que posso
Vi mais do que aguento
E a areia nos meus olhos
É a mesma que acolheu minhas pegadas
Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados
Voltam pra você
Pra você
Eu lutei contra tudo
Eu fugi do que era seguro
Descobri que é possível viver só
Mas num mundo sem verdade
Depois de tanto caminhar
Depois de quase desistir
Os mesmos pés cansados
Voltam pra você
Meus pés cansados de lutar
Meus pés cansados de fugir
Os mesmos pés cansados
Voltam pra você
Pra você
Pra você
".

No site oficial da cantora, ela também fez um vídeo,abrindo seu coração ao mencionar sonho, vida, anseios, projetos, medos, ansiedade... isso tudo em poucas palavras mas com leveza e sensibilidade.
Assim como todos nós, mesmo sendo ela uma figura pública, apresenta sentimentos positivos e negativos como qualquer outro ser humano e muitas vezes nós telespectadores, fãs e admiradores, nesta onda de "reality show" nos tornamos insensíveis aos reais sentimentos destas pessoas que são tão normais como nós (ou não, rs).
Vejo no projeto solo da Sandy uma realização pessoal, uma conquista, superação, realização de um sonho, os quais cada um de nós temos os nossos e por estes devemos correr atrás sempre! sem desanimar, desistir diante das dificuldades, pés cansados e diante principalmente daqueles que duvidam tão facilmente do nosso potencial e capacidade.
"Sem saber que era impossível, foi lá e fez!"
Que esta seja nossa motivação a cada dia! :)

p.s: site oficial: http://sandyoficial.uol.com.br/