domingo, setembro 17, 2006

About everything...


...Percebi tão somente que primeiramente não se deve tirar conclusões precipitadas a cerca da vida, buscar frases prontas para definir o indefinível mas óbvio e assim achar que experiências de vida significam que já sabemos tudo e assim podemos ter aquele ar prepotente de quem acha que já sabe tudo e assim ter a permissão pra agir com orgulho e auto-denominação de superior ás demais pessoas ao redor e no mundo.
Vivendo num país de terceiro mundo, muitas vezes possuímos condições financeiras equivalentes ás de primeiro mundo, significando assim, mais uma vez uma conquistável superioridade econômica e intelectual desencadeando assim a maior das misérias humana que é a pobreza de espírito quando se acha que chegou ao ápice, ao cume, ao topo do mundo capitalista e intelectual... sem saber que tal pretensão cabe somente aos pobres humanos que acham que obter dinheiro e conhecimento bastam para o diferenciar das demais pessoas, pretensão tal que já caracteriza por si só uma pobreza de alma, uma ganância por algo insignificante diante do real significado e beleza da vida que é o constante buscar, a auto denominação de que nada se sabe quanto mais se conhece e a humildade perante o milagre da vida que é o ser humano e suas vicissitudes.

Quando paro pra pensar em mim, na minha vida e seu significado perante o contexto do mundo tanto atual quanto histórico, penso em duas coisas paralelas e igualmente inversas: uma é que nada sou, sou pequena demais perante tudo isso, talvez apenas mais uma perante a multidão de seres viventes que fazem parte de uma população densa e multicultural;
por outro lado vejo que perante tudo isso sou um ser especial, um ser privilegiado por habitar em um lugar tão bonito, um planeta lindo convivendo assim com os mais variados tipos de pessoas, culturas e etnias que se possa imaginar proporcionando assim uma vasta galeria de opções e diferentes interesses, os quais posso aprender, conhecer e obter assim a oportunidade única de interagir ao máximo com tudo isso e assim poder viver no cerne da palavra, viver com intensidade, com beleza, leveza do ser e humildade pra conviver diante disso tudo e querer poder tirar ao menos uma gota desse planeta água, oceano de emoções e razões que nos motivam a aprender.. e continuar.. e viver, gota tal que me fará retornar ao início da linha de pensamento e concluir dentre as duas opções que sim, sou um ser único, especial e portanto racional, sim, um pouquinho racional, o suficiente para concluir essa singularidade do ser.. apenas ser vivo, ser humano e tudo que isso significa.

O essencial é invisível...


"... a humanidade tem função essencial no universo nas esferas macro-micro do grande roteiro e sua realização no tempo. Está surgindo em nós a intuição da integridade e imortalidade do indivíduo. A percepção é finita, mas o conhecimento é infinito. O cérebro é temporal; a mente eterna. Estar alerta e perceptível é temporal e finito. Compreender e saber são eternos. As criancinhas sabem disso intuitivamente..." Buckminster Fuller

Mais e mais temos lido e ouvido das pessoas que devemos ser seres humanos integrais, completos e no meio da agitação e frenesi do nosso cotidiano mal temos tempo para sermos nós mesmos, em meio a uma sociedade capitalista e interesseira, quanto menos teríamos tempos de nos reformular, parar pra pensar e ver no que podemos melhorar para sermos pessoas melhores, completas e assim integrais.
Contudo, agindo e pensando desta forma já começamos mal, pois mais uma vez concluimos que tudo que é profundo deve levar tempo, tudo que é completo e bonito acaba no final das contas sendo dispensável, superfulo e banal.. mas será que sempre tem que ser assim?
Acredito que o que devemos fazer ao invés de nos preocupar em acarretar mais uma tarefa difícil á nossa listinha de ano novo, deva ser um reformular de olhar, ou seja, um olhar novo, uma nova forma de olhar e encarar a vida e tudo que ela representa e significa...
Quando treinamos nosso olhar, seja ele superficial ou em nuances, acabamos vendo coisas que inicialmente não víamos se não o quiséssemos..
Nosso cérebro é usado para captar informações externas e tranforma-las em algo significativo, contudo, segundo novos estudos, tal captação é feita de percepção, ou seja, nem tudo que vemos percebemos e só captamos aquilo que queremos, seja conciente ou inconciente.. o que significa que se minha mente está treinada para ver nas ruas somente o transito, o calor infernal, os carros buzinando, os camelôs oferecendo suas mercadorias e assim titulamos o dia como infernal, tal dia passará a ter tal característica, comprometendo provavelmente nosso humor no restante do dia.... Contudo se ao invés de focalizar tais eventos, começarmos a ver mesmo diante de tudo isso o sol lindo que faz lá fora, uma banca de flores com um olhar de beleza, o vai e vem das pessoas como seres humanos em potencial, cheios de emoções e fazer de tal observação uma percepção boa do milagre da vida, logo começaremos a treinar nossos olhos, nossa vida, nosso cotidiano e nosso humor para coisas boas, que realmente valem a pena e que por fim só nos fazem bem!
Bom, em síntese, o que estou querendo dizer é que o essencial para estamos e nos sentirmos bem, felizes, capazes e satisfeitos em suma depende somente de nós mesmos e no que queremos enchergar, em como queremos que nosso dia seja e consequentemente como queremos que nossa vida seja.. integral e completa!
Que possamos ver o invisível, pois o essencial é invisível aos olhos não treinados.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Felicidade Realista!

..Estava meio sem inspiração, então achei oportuno abrir as cortinas para a criatividade e inspiração de Mário Quintana:

"A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.!!!
Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade.
Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.
Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca inquietude no nosso coração.
Isso pode ser alegria, paixão, entusiasmo, mas não felicidade."