terça-feira, agosto 28, 2012

Cartas

Com toda licença poética, em forma de admiração e homenagem, segue texto de uma escritora que conheci hoje e foi amor "á primeira leitura", identificação!




cartas
by Bebel de Andrade


Ficou imaginando que talvez, seria melhor assim, em formato de cartas. Já tinha ouvido falar que é um bom lugar para colocar saudade, carinho, perfume. E por alguns anos se dedicou a contemplar sua vida em papéis. À Ana Caio Maria. Como um ritual, uma bossa, o lápis roçando o vestido branco, coração de papél. E como se estivesse perdida em um campo de folhas caídas – memórias do outono – alaranjadas, se via cega. nua e muda, dentro de suas próprias palavras. Mas ah, tinha um verdadeiro gosto pela simplicidade de suas cartas : Querida, te mando uma flor. Saudades.
E se era com mãos de violinista que as escrevia, era com braços de Capitu que ia guardando-as, todas. Ela nunca chegou a enviá-las. Guardava seus amores em gavetas, junto com as fotografias. E talvez seja essa a grande beleza que encontrava em escrevê-las. O ciclo inteiro, o descobrir o papél, uma lua de mel - e depois lacrá-lo. Esperar adquirir as primeiras marcas do tempo, e reler. Porque reler, era só o que restava depois de tudo.
O que me faz pensar, que essa personagem que espera no futuro se alimentar do passado, guardando resquícios, qualquer coisa que a faça lembrar de quem foi, de quem amou, de quem realmente tirou seu ar - Fôlegos vacilam - Talvez essa personagem seja uma das mais belas que apareceram pra mim até hoje. Dessas que sentam ao seu lado no banco do parque e pedem desculpa. Tímida? Não. Simplesmente humana. Sensível o bastante para entender que a liberdade vai até onde vai. E isso me faz acreditar, que talvez ela não tivesse mesmo, a coragem de receber uma resposta. De saber que sim, a outra pessoa tambem estava morrendo de saudades, de vontades, de. Aflorar os sentimentos e a sensibilidade de um poeta que sente de verdade, que sente em cada póro… é complicado. É devastador. E era de uma empatia, quase egoísta, esse sentimento de não querer prolongar.
Agora, preciso mesmo dizer, que sua última carta me surpreendeu. Não tinha destinatário, querido, querida. Não tinha um formato de carta. Aliás, pode-se dizer que era tudo, menos uma carta. Era mais uma melodia, um poema, uma essência. Uma noite nublada, arranha-céus pontiagudos à beira da estrada, na varanda, olhando pra cima. Era o sentir de moléculas, a sensibilidade da pele, do cabelo, da saliva. A carta era tão real, que era como se outra pessoa, um alguém, que podia ter muitos rostos, estivesse ali, olhando nos olhos dela. Multifacetada e viva.

Acho que olhos também se beijam.

De qualquer maneira, apesar da curiosidade alheia, eu não me sinto no direito de transcrever o conteúdo dela. Eu só espero que não seja a última de todas. Eu só desejo que existam mais pessoas no mundo que escrevam cartas. Espero que algumas mandem, outras guardem. E espero que as mesmas pessoas que escrevem, sejam desse tipo raro, dos que sentem felicidade ao sentar na grama, ao sentir as pequenas folhas no meio de seus dedos, cheiro de flor, e que se sentem unidos ao olhar pro Sol como o primeiro homem fez e como todos os outro um dia o fazem. Pois uma das únicas certezas que eu tenho em relação à tudo que aqui foi dito, é que só escrevemos cartas porque o amor existe.

sexta-feira, agosto 24, 2012

Ou alguém duvida que o universo traz aquilo que desejamos?




ELE anda cansado das baladas e dos casos furtivos sem sentimentos. Aprendeu a gostar da própria companhia, sem precisar estar em uma turma de amigos todos os sábados. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que traga um sabor doce às suas manhãs, que seja a melhor companhia para olhar a lua. Que ele possa exibir os seus dons na cozinha e o seu conhecimento em vinhos, só para ela.
Quer uma mulher que ele reconheça pelo cheiro dos cabelos, pelo toque dos dedos, pela gargalhada que vai ecoar pela casa transformando um domingo sem graça, no melhor dia da semana. Quer viver uma paixão tranqüila e turbulenta de desejos… quer ter para quem voltar depois de estar com os amigos, sem precisar ficar “caçando” companhias vazias e encontros efêmeros. Quer deitar no tapete da sala e ficar observando enquanto ela, de short jeans, camiseta e um rabo de cavalo, lê um livro no sofá, quer deitar na cama desejando que ela saia do banho com uma lingerie de tirar o fôlego. 

Quer brincar de guerra de travesseiros, até que o perdedor vá até a cozinha pegar água. Quer o poder que nenhum dos seus super heróis da infância tiveram… o poder de amar sem medo, sem perigo e sem ir embora no dia seguinte. 

Quer provar que pode fazer essa mulher feliz!


ELA quase deixou de acreditar que seria possível ter vontade de se envolver novamente. Foram tantas dores, finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha para não mais se machucar. Então percebeu que a vida de solteira já não está fazendo tanto sentido. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que possa acordá-la com um abraço que fará o seu dia feliz, quer um homem que ela possa cuidar e amar sem receios de que está sendo enganada. Quer a alegria dos finais de semana juntinhos, as expectativas dos planos construídos, o grito de “gol” estremecendo a casa quando o time dele estiver ganhando… a cumplicidade em dividir os segredos. 

Quer observá-lo sem camisa, lendo o jornal na varanda… quer reclamar da bagunça no banheiro, rindo e gritando quando ele revidar puxando-a para o chuveiro, completamente vestida.

Quer a certeza de abrir a porta de casa e saber que mesmo ele não estando, chegará a qualquer momento trazendo o brigadeiro da doceria que ela gosta tanto. Quer beijar, cheirar, morder, beliscar e apertar para ter certeza que a felicidade está ali mesmo… materializada nele.

Quer provar que pode fazer esse homem feliz!

 
 
ELES estão por aí… sonhando um com o outro… talvez ainda nem se conheçam… mas é só uma questão de tempo, até o destino unir essas vidas que se complementam e estão ávidas para amar e fazer o outro feliz. 

Ou alguém duvida que o universo traz aquilo que desejamos?
 

* Texto que recebi por e-mail de uma amiga que amooo.. Mas que caiu como uma luva. Pra vc`s não?

sexta-feira, agosto 17, 2012

Ser você…




Acorde, garota! Você é linda, inteligente, tem um ótimo perfume e seus olhos brilham mais que um punhado de purpurina. Por que chora? Perdeu em alguma esquina seu encanto?! Ninguém pode tirar de você seu mais belo sorriso, motivo de idas e vindas saltitantes. Coloque sua música favorita para tocar, respire fundo e faça o que de melhor sabe fazer: Ser você… — Caio Fernando Abreu.

quarta-feira, agosto 15, 2012

Limite-se ao melhor!



Os limites quem oferece é sempre você! pra TUDO: amor, amizade, trabalho, estudo...
tudo vai até onde vc permite q vá!
Permita-se o MELHOR!
Jamais aceite menos que isso!!

segunda-feira, agosto 13, 2012

Sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa



Preciso sim, preciso tanto. Alguém que aceite tanto meus sonos demorados, quanto minhas insônias insuportáveis. (…) Que me desperte com um beijo, abra a janela para o sol ou a penumbra. Tanto faz, e sem dizer nada me diga o tempo inteiro alguma coisa como eu sou o outro ser conjunto ao teu, mas não sou tu, e quero adoçar tua vida. Preciso do teu beijo de mel na minha boca de areia seca, preciso da tua mão de seda no couro da minha mão crispada de solidão. — Caio Fernando Abreu